Written on 15:44 by Ricardo Paes de Barros
Uma boa notícia para aqueles (poucos) que se importam com a segurança dos automóveis brasileiros; os quais, nesse tocante, são simples ao extremo. Uma lei, proposta pelo senador Eduardo Azevedo (PSDB-MG) e ainda em discussão, prevê que todos os automóveis fabricados no Brasil recebam a instalação dos chamados air-bags para o motorista e para o passageiro, como forma de melhorar a segurança dos veículos aqui vendidos, até 2012.
A lei é fantástica desse ponto de vista, mas pensemos: air-bag é uma coisa cara – qual seria o aumento no preço dos carros nacionais, sendo que muitos consumidores não desejam pagar por algo que não querem? E por que instalar air-bags no lugar de equipamentos mais úteis, como direção hidráulica e trio elétrico, que muitos não oferecem de série? É mais um aspecto cultural e não financeiro. Frisa-se que os EUA já têm como obrigatório o uso de air-bags desde 1999.
Toda evolução é ótima – e a melhora é indubitável. Só que, neste caso, não deveria ser desta maneira abrupta, e sim de pouco em pouco, sem pular estágios e seguir o ritmo natural das coisas, acompanhando o mercado automotivo brasileiro.
Notícia relacionada: http://carros.uol.com.br/ultnot/2008/06/07/ult634u3032.jhtm
Written on 16:14 by Ricardo Paes de Barros

O preço do barril de petróleo está beirando estonteantes 150 dólares, o que coloca em xeque as vendas dos grandes SUVs e picapes americanos, que constituíram, ao longo da história, a maior parte do portfólio das três grandes montadoras de Detroit - Ford Motor Company, General Motors e a Chrysler.
A cada vez maior preferência do consumidor americano por marcas japonesas, em especial a Toyota e Honda, e também a consolidação de montadoras coreanas como a Hyundai, em território americano, apenas precipitam o declínio das vendas das montadoras nativas dos EUA e preocupam os analistas.
Para colocar em outras palavras, a tendência é que os grandes utilitários e picapes acabem nos EUA. Chega de F-150, Silverado, RAM. O consumidor americano está comprando carros menores - o Ford Focus nunca vendeu tanto nos EUA, mesmo com a nova geração criticada massivamente pela crítica especializada. Surgiu dentro disso os crossovers - que unem características de utilitários com carros de passeio, e que vendem como água, uma beleza.
E o que essa mudança no gosto do consumidor americano significa? A partir de agora, as montadoras americanas terão de correr atrás do prejuízo. Refazer a lição de casa. Se adaptar às novas tendências, às quais as outras montadoras estrangeiras já o fizeram.
Além do mais, com todo esse papo de aquecimento global, o estímulo para a compra de carros amigos do meio-ambiente, híbridos e econômicos está cada vez maior.
Agora você pergunta, mas não há realmente nada de bom nesses grandes utilitários e picapes? Há sim, claro. Eles são resistentes, enormes, bons na terra. Eu assisti ao filme Inferno de Dante outro dia, onde um cara foge do vulcão em erupção com uma picape enorme, passando por terrenos difíceis, coisa que realmente um Focus não faria. Nisso não tem discussão.
(esse final é em homenagem ao André. Expedition forever?)
Written on 13:48 by Ricardo Paes de Barros

Ontem à noite foi um momento engraçado. Minha noite tão desinteressante ganhou sentido após eu quase cair da cama, vítima daquele mini-terremoto que assolou São Paulo. Claro, nos primeiros instantes pensei que a cama simplesmente estava rachando por ser velha; mas como meu pai na sala gritou que estava “tudo tremendo!”, e minha irmã se deu o trabalho de levantar da cama para averiguar o que estava acontecendo, percebi que de fato algo muito estranho estava se sucedendo. 21h é hora de acontecer terremoto, justo no momento que o AXN está exibindo Damages? De qualquer jeito, lembrei imediatamente daquela cena do Jurassic Park, na qual os integrantes dentro do carro presumiram que um dinossauro estava se aproximando quando a água dentro do copo começou a pular e de repente, um tiranossauro rex, fazendo o chão realmente tremer, aparece do nada. Taí uma cena que não me deixa mentir. Antes de pensar em um terremoto bobo, tive justamente a idéia brilhante que minha cidade estava sendo invadida por dinossauros.
Written on 15:21 by Ricardo Paes de Barros
Abandonei o blog por uns tempos. Uns dois meses, talvez. Mas como minha amiga resolveu postar no dela (e o post dela novo ficou tão bom, mas tão bom, que até senti uma inveja boa), decidi que era hora de quebrar aquela preguiça de digitar o login do blog e postar qualquer coisa que viesse à cabeça. Como pouca coisa veio após um instante rápido de esforço, vou falar de um certo vício que tenho.
Esses seriados novos que estream na televisão paga são fantásticos, se eu dispusesse de tempo assistiria todos e ainda participaria daqueles fóruns malucos na internet de discussão, mas como tenho um dever para com a escola e para comigo mesmo, não quero gastar tanto tempo na frente da televisão. Costumava ficar duas, três horas assistindo televisão e hoje a carga horária caiu para mais ou menos quarenta e cinco minutos diários (só na quarta que ultrapasso, é dia de American Idol).
Achei que o melhor para evitar de uma vez por todas esse "vício" de acompanhar um seriado episódio por episódio é simplesmente não assistir o primeiro episódio. Assim, não assistindo ao piloto, não conseguiria ver os episódios subseqüentes já que sou meio lerdo para processar a sinopse dos seriados, não acompanho de jeito algum se não assisto o primeiro episódio.
Atualmente, só duas séries acompanho quase que religiosamente: Lost e Damages. E só. Heroes estou desistindo porque não estou entendendo picironga alguma, Cane abandonei porque é uma grande porcaria, Old Christine está de "férias" e Pushing Daisies eu faço download no PC, sendo assim não fico escravo da televisão obedecendo rigidamente àqueles horários impostos pela mesma.
Liberdade, liberdade!
(deixa só eu ter essa coisa maluca de TV Digital, soube que poderei fazer minha própria programação nos canais. Vou fazer a festa, acredite).
Written on 13:39 by Ricardo Paes de Barros
No último domingo acordei com uma alergia nas pernas. Parecia picadas de formiga, bolotas vermelhas. A primeira reação foi ir até a minha cama e verificar se havia um formigueiro lá (!), mas, não tendo, recorri ao hospital, afinal, a velocidade que aquela coisa estava espalhando era impressionante.
De certo é alguma coisa que eu comi, mas não sei o que. No sábado à tarde masquei um chiclete chinês cheio de corante, de qualidade duvidosa, e que custara alguns centavos, mas já risquei da lista de suspeitas.
Terça à noite, mais um ataque, dessa vez espalhando para os braços, ombros e pescoço. O pânico é geral: onze horas da noite, e eu gritando "mãe! tá chegando na cara! tá chegando na cara!"
O médico falou que é uma coisa normal. De fato é uma comida. Sexta à tarde eu descubro o que é.
Aí eu pergunto: só eu que tenho essas coisas?
Vou mascar mais daquele chiclete e já volto.
Written on 13:17 by Ricardo Paes de Barros
Não costumo ler a coluna desse senhor no Estadão, mas graças a conselhos da minha mãe, li o artigo cujos trechos mais notáveis encontram-se abaixo.
“Nada de real acontece nesse país. Tudo se dissolve no ar. O mensalão se dissolveu, o Dirceu enriqueceu, botou cabelo, o Valério também cresceu cabelo, o Delúbio sorri, o Renan reina, os cartões corporativos viraram uma competição micha de cuspe-em-distância entre oposição e governo (…) e nada se faz, nada termina.
Estamos assistindo uma nítida deterioração das instituições, quase ninguém teme mais nada. (…) Acho que algo muito ruim está cozinhando em banho-maria nosso avanço político. Há alguma coisa ‘não acontecendo’ no Brasil que me dá arrepios”.
Arnaldo Jabor, no artigo intitulado “O Brasil progride enquanto dorme”, Caderno2, do jornal O Estado de S. Paulo, do dia 19 de fevereiro de 2008.
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Idéias livres
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Written on 10:04 by Ricardo Paes de Barros

Os americanos têm um profundo interesse em fazer listas. Listas disso, listas daquilo. E eu acho fantástico aquelas listas começadas com o termo ‘greatest’ (o melhor, o maior), que engloba, na maioria das vezes, the greatest musics ever, the greatest movies of all-time, the greatest tv-characters, e por aí vai; sempre seguindo uma linha cultural repleta de referências pop. Fazer lista, de certa forma, é um desafio e tanto; e qualquer uma que eu tento começar acaba por embaralhar minhas idéias e acabo desistindo no meio, crente de que estou esquecendo alguma citação, ou cedendo lugar à outra menos significativa, por exemplo. Como eu não consegui fazer uma lista, achei melhor simplesmente definir o meu filme favorito, que é, por acaso, O Silêncio dos Inocentes.
Um legítimo ‘masterpiece’ de suspense, é um thriller estrelado por Jodie Foster e Anthony Hopkins, com atuações que valeram um Oscar para cada um. Em especial ele, que atuou durante apenas vinte minutos como o inesquecível Hannibal Lecter, eleito o maior vilão da história do cinema pelo American Film Institute. A sinopse é complicada: uma jovem investigadora do FBI, Clarice, (Foster) é designada para investigar um serial-killer homossexual, que pega a pele das mulheres assassinadas para usá-las em seu próprio corpo. Para isso, consulta um psicopata preso, Hannibal Lecter, (Hopkins), serial-killer também, para orientá-la e ajudá-la, fazendo um perfil psicológico do assassino. Lecter, ex-psiquiatra, havia sido preso por ter se tornado canibal. O clichê é inevitável: é tensão do começo ao fim, em um filme único e especial, que ganhou o Oscar de Melhor Filme em 1991.
Eu, que não tenho a mínima coragem de assistir O Chamado, achei a experiência de assistir O Silêncio dos Inocentes muitíssimo interessante, mesmo que não seja, propriamente, terror. Mas agradeceria se alguém comentasse, dizendo que não teve medo em qualquer cena do filme (pode ser aquela da fuga do Lecter, ou a Clarice na casa do serial-killer), o que imagino que seja bem raro. Meu próximo passo é assistir à continuação Red Dragon que narra o começo de tudo.
A todos os amantes do cinema, um verdadeiro clássico.
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