Written on 16:14 by Ricardo Paes de Barros

O preço do barril de petróleo está beirando estonteantes 150 dólares, o que coloca em xeque as vendas dos grandes SUVs e picapes americanos, que constituíram, ao longo da história, a maior parte do portfólio das três grandes montadoras de Detroit - Ford Motor Company, General Motors e a Chrysler.
A cada vez maior preferência do consumidor americano por marcas japonesas, em especial a Toyota e Honda, e também a consolidação de montadoras coreanas como a Hyundai, em território americano, apenas precipitam o declínio das vendas das montadoras nativas dos EUA e preocupam os analistas.
Para colocar em outras palavras, a tendência é que os grandes utilitários e picapes acabem nos EUA. Chega de F-150, Silverado, RAM. O consumidor americano está comprando carros menores - o Ford Focus nunca vendeu tanto nos EUA, mesmo com a nova geração criticada massivamente pela crítica especializada. Surgiu dentro disso os crossovers - que unem características de utilitários com carros de passeio, e que vendem como água, uma beleza.
E o que essa mudança no gosto do consumidor americano significa? A partir de agora, as montadoras americanas terão de correr atrás do prejuízo. Refazer a lição de casa. Se adaptar às novas tendências, às quais as outras montadoras estrangeiras já o fizeram.
Além do mais, com todo esse papo de aquecimento global, o estímulo para a compra de carros amigos do meio-ambiente, híbridos e econômicos está cada vez maior.
Agora você pergunta, mas não há realmente nada de bom nesses grandes utilitários e picapes? Há sim, claro. Eles são resistentes, enormes, bons na terra. Eu assisti ao filme Inferno de Dante outro dia, onde um cara foge do vulcão em erupção com uma picape enorme, passando por terrenos difíceis, coisa que realmente um Focus não faria. Nisso não tem discussão.
(esse final é em homenagem ao André. Expedition forever?)
Written on 13:48 by Ricardo Paes de Barros

Ontem à noite foi um momento engraçado. Minha noite tão desinteressante ganhou sentido após eu quase cair da cama, vítima daquele mini-terremoto que assolou São Paulo. Claro, nos primeiros instantes pensei que a cama simplesmente estava rachando por ser velha; mas como meu pai na sala gritou que estava “tudo tremendo!”, e minha irmã se deu o trabalho de levantar da cama para averiguar o que estava acontecendo, percebi que de fato algo muito estranho estava se sucedendo. 21h é hora de acontecer terremoto, justo no momento que o AXN está exibindo Damages? De qualquer jeito, lembrei imediatamente daquela cena do Jurassic Park, na qual os integrantes dentro do carro presumiram que um dinossauro estava se aproximando quando a água dentro do copo começou a pular e de repente, um tiranossauro rex, fazendo o chão realmente tremer, aparece do nada. Taí uma cena que não me deixa mentir. Antes de pensar em um terremoto bobo, tive justamente a idéia brilhante que minha cidade estava sendo invadida por dinossauros.
Written on 15:21 by Ricardo Paes de Barros
Abandonei o blog por uns tempos. Uns dois meses, talvez. Mas como minha amiga resolveu postar no dela (e o post dela novo ficou tão bom, mas tão bom, que até senti uma inveja boa), decidi que era hora de quebrar aquela preguiça de digitar o login do blog e postar qualquer coisa que viesse à cabeça. Como pouca coisa veio após um instante rápido de esforço, vou falar de um certo vício que tenho.
Esses seriados novos que estream na televisão paga são fantásticos, se eu dispusesse de tempo assistiria todos e ainda participaria daqueles fóruns malucos na internet de discussão, mas como tenho um dever para com a escola e para comigo mesmo, não quero gastar tanto tempo na frente da televisão. Costumava ficar duas, três horas assistindo televisão e hoje a carga horária caiu para mais ou menos quarenta e cinco minutos diários (só na quarta que ultrapasso, é dia de American Idol).
Achei que o melhor para evitar de uma vez por todas esse "vício" de acompanhar um seriado episódio por episódio é simplesmente não assistir o primeiro episódio. Assim, não assistindo ao piloto, não conseguiria ver os episódios subseqüentes já que sou meio lerdo para processar a sinopse dos seriados, não acompanho de jeito algum se não assisto o primeiro episódio.
Atualmente, só duas séries acompanho quase que religiosamente: Lost e Damages. E só. Heroes estou desistindo porque não estou entendendo picironga alguma, Cane abandonei porque é uma grande porcaria, Old Christine está de "férias" e Pushing Daisies eu faço download no PC, sendo assim não fico escravo da televisão obedecendo rigidamente àqueles horários impostos pela mesma.
Liberdade, liberdade!
(deixa só eu ter essa coisa maluca de TV Digital, soube que poderei fazer minha própria programação nos canais. Vou fazer a festa, acredite).
Written on 13:39 by Ricardo Paes de Barros
No último domingo acordei com uma alergia nas pernas. Parecia picadas de formiga, bolotas vermelhas. A primeira reação foi ir até a minha cama e verificar se havia um formigueiro lá (!), mas, não tendo, recorri ao hospital, afinal, a velocidade que aquela coisa estava espalhando era impressionante.
De certo é alguma coisa que eu comi, mas não sei o que. No sábado à tarde masquei um chiclete chinês cheio de corante, de qualidade duvidosa, e que custara alguns centavos, mas já risquei da lista de suspeitas.
Terça à noite, mais um ataque, dessa vez espalhando para os braços, ombros e pescoço. O pânico é geral: onze horas da noite, e eu gritando "mãe! tá chegando na cara! tá chegando na cara!"
O médico falou que é uma coisa normal. De fato é uma comida. Sexta à tarde eu descubro o que é.
Aí eu pergunto: só eu que tenho essas coisas?
Vou mascar mais daquele chiclete e já volto.
Written on 13:17 by Ricardo Paes de Barros
Não costumo ler a coluna desse senhor no Estadão, mas graças a conselhos da minha mãe, li o artigo cujos trechos mais notáveis encontram-se abaixo.
“Nada de real acontece nesse país. Tudo se dissolve no ar. O mensalão se dissolveu, o Dirceu enriqueceu, botou cabelo, o Valério também cresceu cabelo, o Delúbio sorri, o Renan reina, os cartões corporativos viraram uma competição micha de cuspe-em-distância entre oposição e governo (…) e nada se faz, nada termina.
Estamos assistindo uma nítida deterioração das instituições, quase ninguém teme mais nada. (…) Acho que algo muito ruim está cozinhando em banho-maria nosso avanço político. Há alguma coisa ‘não acontecendo’ no Brasil que me dá arrepios”.
Arnaldo Jabor, no artigo intitulado “O Brasil progride enquanto dorme”, Caderno2, do jornal O Estado de S. Paulo, do dia 19 de fevereiro de 2008.
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Idéias livres
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Written on 10:04 by Ricardo Paes de Barros

Os americanos têm um profundo interesse em fazer listas. Listas disso, listas daquilo. E eu acho fantástico aquelas listas começadas com o termo ‘greatest’ (o melhor, o maior), que engloba, na maioria das vezes, the greatest musics ever, the greatest movies of all-time, the greatest tv-characters, e por aí vai; sempre seguindo uma linha cultural repleta de referências pop. Fazer lista, de certa forma, é um desafio e tanto; e qualquer uma que eu tento começar acaba por embaralhar minhas idéias e acabo desistindo no meio, crente de que estou esquecendo alguma citação, ou cedendo lugar à outra menos significativa, por exemplo. Como eu não consegui fazer uma lista, achei melhor simplesmente definir o meu filme favorito, que é, por acaso, O Silêncio dos Inocentes.
Um legítimo ‘masterpiece’ de suspense, é um thriller estrelado por Jodie Foster e Anthony Hopkins, com atuações que valeram um Oscar para cada um. Em especial ele, que atuou durante apenas vinte minutos como o inesquecível Hannibal Lecter, eleito o maior vilão da história do cinema pelo American Film Institute. A sinopse é complicada: uma jovem investigadora do FBI, Clarice, (Foster) é designada para investigar um serial-killer homossexual, que pega a pele das mulheres assassinadas para usá-las em seu próprio corpo. Para isso, consulta um psicopata preso, Hannibal Lecter, (Hopkins), serial-killer também, para orientá-la e ajudá-la, fazendo um perfil psicológico do assassino. Lecter, ex-psiquiatra, havia sido preso por ter se tornado canibal. O clichê é inevitável: é tensão do começo ao fim, em um filme único e especial, que ganhou o Oscar de Melhor Filme em 1991.
Eu, que não tenho a mínima coragem de assistir O Chamado, achei a experiência de assistir O Silêncio dos Inocentes muitíssimo interessante, mesmo que não seja, propriamente, terror. Mas agradeceria se alguém comentasse, dizendo que não teve medo em qualquer cena do filme (pode ser aquela da fuga do Lecter, ou a Clarice na casa do serial-killer), o que imagino que seja bem raro. Meu próximo passo é assistir à continuação Red Dragon que narra o começo de tudo.
A todos os amantes do cinema, um verdadeiro clássico.
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Written on 14:05 by Ricardo Paes de Barros
Hoje o dia não está bom. Sinto que não. Como há muito previa, a minha internet meio que sofreu um colapso, e está horrível. Há algum tempo atrás isso já acontecera, mas o senhor meu pai felizmente consertou; todavia, a situação piorara novamente. Quatro técnicos - todos fdp, como diria meu pai - pouco ajudaram. Minha casa tem uma tendência de os eletrônicos não funcionarem direito.
O que é pior é que meus familiares não entendem a enroscada na qual me encontro. Minha mãe foi simples e direta: levar os computadores (são dois na casa, um no escritório e outro no meu quarto) tudo para o escritório do meu pai. Eu bati o pé, defendendo meu ponto de vista. O que penso é que sou uma pessoa feliz quando há um equilíbrio entre lazer e estudo, portanto, não havendo lazer na internet, não há, por conseqüência, estudo tão eficiente. É meio abstrato esse pensamento e mal eu estou conseguindo processar as idéias.
Felizmente, consegui me conectar no computador do meu pai. Estava comentando com minha mãe que nesse computador os jogos não funcionam e tudo trava, mas a internet, ao menos outrora, sempre foi excelente.
Quando nos mudamos para esse atual apartamento, meu pai clamou: "Agora é tudo sem fio. Wi-fi. Chega de fios!". Chega de fios, mas parece que os fios fazem falta porque o sinal até o meu quarto é fraco, e só para entrar no bendito Orkut, demora alguns minutos esses dias. Excetuo também o terceiro episódio inédito de Lost que tentei baixar TRÊS vezes e nas três vezes a internet caiu, fazendo-me perder o download (legendendo!), e eu, burro, não salvei o link do SendSpace, que é o site que eu utilizo.
O que me irrita ainda mais é que eu concluo que é só na minha casa que isso acontece. Meu pai quer que eu reclame na NET, mas a burocracia-por-telefone-insuportável me faz pensar duas vezes.
Após uma tarde irritado, e várias brigas com minha mãe em relação ao computador, meu pai chegou e foi a primeira coisa que eu falei:
"Pai, o abacaxi agora é com você".
Estou percebendo que eu é que vou (tentar) resolver essa situação devastadora - como se eu soubesse, né.
(adoraria mensagens de apoio do tipo "Tudo vai melhorar, pensamento positivo!", e todas essas mensagens piegas.)
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