E-Mail

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Written on 11:56 by Ricardo Paes de Barros

Reproduzo abaixo o conteúdo de um e-mail que recebi, de uma conhecida:

A TODOS MEUS AMIGOS, FAMILIARES e CONHECIDOS - Para todos aqueles que em 2008 continuam me passando as mesmas correntes de 2005, 2006 e 2007, dizendo que, se eu repassar, vou ficar rico ou milionário, que milagres e anjos irão aparecer, além de outras coisas mais... AVISO QUE NÃO FUNCIONOU! Em 2009, se pretendem me ajudar, por favor, mandem dinheiro, presentes ou vales gasolina, gás, refeição, e outros. Obrigado e Deus abençoe todos vocês!

OBS: MAIS CRIATIVIDADE EM 2009 PESSOAS!

Little Boxes

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Written on 07:50 by Ricardo Paes de Barros

Postei, há vários meses, um tópico no qual salientava minha insatisfação com meu “vício” pelas séries de TV e, devo dizer, ele está passando. Coloquemos dessa maneira – Heroes, só via download e assisto só quando quero, por exemplo. Apenas três séries, no momento, são merecedoras de minha atenção: a comédia Old Christine, o drama Dexter (incrível), e a dramédia Weeds, espetacular produção do canal pago americano Showtime. E é dela que vou falar hoje.
É um formato sobretudo diferente de comédia, ao fugir da mesmice cômica americana. Nesse sentido, o humor assume um tom mais negro, pesado, com piadas que tiram sarro das diversas ideologias, etnias, religiões etc. Esse, na verdade, não é o motivo pelo qual assisto à série, e sim seu roteiro sofisticado, o tema (uma crítica mordaz à vida americana no subúrbio), o elenco, composto por Mary Louise-Parker e Elizabeth Perkins, precisamos dizer mais?; e a trilha sonora – a cada episódio, duas músicas novas da mais alta qualidade.
Sobre o que é o programa? Weeds (gíria para “maconha”, em inglês) trata de Nancy Botwin, rica mulher do subúrbio de Agrestic, na Califórnia, que fica viúva de repente e, sem condições de trabalhar, vira traficante de maconha para sobreviver. O mais incrível é que toda a população rica desse subúrbio se envolve nesse esquema, revelando uma sociedade, vamos dizer, drogada.
Para aqueles que gostam de explorar todos os aspectos sócio-culturais que a série critica, lá vai: é um comentário explosivo dos enclaves fortificados (termo poético, esse!) e a vida de fachada que seus habitantes levam. Deixando isso de lado, a conclusão que fica é: Weeds é a melhor comédia americana, e pronto. E talvez seja uma das melhores séries que já assisti.


O título do post, Little Boxes, faz uma referência à música-tema da série, tocada no início de cada episódio. A cada episódio, uma banda diferente toca uma versão. É uma música de 1962, escrita por Malvina Reynolds. Baixe-a.

Retorno

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Written on 13:50 by Ricardo Paes de Barros

Depois de um tempo imensurável, voltei ao batente e resolvi, nessas férias, postar novamente nesse blog. Sem um objetivo específico, apenas... escrever.
See you.

A lei dos air-bags

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Written on 15:44 by Ricardo Paes de Barros

Uma boa notícia para aqueles (poucos) que se importam com a segurança dos automóveis brasileiros; os quais, nesse tocante, são simples ao extremo. Uma lei, proposta pelo senador Eduardo Azevedo (PSDB-MG) e ainda em discussão, prevê que todos os automóveis fabricados no Brasil recebam a instalação dos chamados air-bags para o motorista e para o passageiro, como forma de melhorar a segurança dos veículos aqui vendidos, até 2012.

A lei é fantástica desse ponto de vista, mas pensemos: air-bag é uma coisa cara – qual seria o aumento no preço dos carros nacionais, sendo que muitos consumidores não desejam pagar por algo que não querem? E por que instalar air-bags no lugar de equipamentos mais úteis, como direção hidráulica e trio elétrico, que muitos não oferecem de série? É mais um aspecto cultural e não financeiro. Frisa-se que os EUA já têm como obrigatório o uso de air-bags desde 1999.

Toda evolução é ótima – e a melhora é indubitável. Só que, neste caso, não deveria ser desta maneira abrupta, e sim de pouco em pouco, sem pular estágios e seguir o ritmo natural das coisas, acompanhando o mercado automotivo brasileiro.

Notícia relacionada: http://carros.uol.com.br/ultnot/2008/06/07/ult634u3032.jhtm

Tendências

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Written on 16:14 by Ricardo Paes de Barros


O preço do barril de petróleo está beirando estonteantes 150 dólares, o que coloca em xeque as vendas dos grandes SUVs e picapes americanos, que constituíram, ao longo da história, a maior parte do portfólio das três grandes montadoras de Detroit - Ford Motor Company, General Motors e a Chrysler.
A cada vez maior preferência do consumidor americano por marcas japonesas, em especial a Toyota e Honda, e também a consolidação de montadoras coreanas como a Hyundai, em território americano, apenas precipitam o declínio das vendas das montadoras nativas dos EUA e preocupam os analistas.
Para colocar em outras palavras, a tendência é que os grandes utilitários e picapes acabem nos EUA. Chega de F-150, Silverado, RAM. O consumidor americano está comprando carros menores - o Ford Focus nunca vendeu tanto nos EUA, mesmo com a nova geração criticada massivamente pela crítica especializada. Surgiu dentro disso os crossovers - que unem características de utilitários com carros de passeio, e que vendem como água, uma beleza.
E o que essa mudança no gosto do consumidor americano significa? A partir de agora, as montadoras americanas terão de correr atrás do prejuízo. Refazer a lição de casa. Se adaptar às novas tendências, às quais as outras montadoras estrangeiras já o fizeram.
Além do mais, com todo esse papo de aquecimento global, o estímulo para a compra de carros amigos do meio-ambiente, híbridos e econômicos está cada vez maior.

Agora você pergunta, mas não há realmente nada de bom nesses grandes utilitários e picapes? Há sim, claro. Eles são resistentes, enormes, bons na terra. Eu assisti ao filme Inferno de Dante outro dia, onde um cara foge do vulcão em erupção com uma picape enorme, passando por terrenos difíceis, coisa que realmente um Focus não faria. Nisso não tem discussão.



(esse final é em homenagem ao André. Expedition forever?)




5.2

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Written on 13:48 by Ricardo Paes de Barros


Ontem à noite foi um momento engraçado. Minha noite tão desinteressante ganhou sentido após eu quase cair da cama, vítima daquele mini-terremoto que assolou São Paulo. Claro, nos primeiros instantes pensei que a cama simplesmente estava rachando por ser velha; mas como meu pai na sala gritou que estava “tudo tremendo!”, e minha irmã se deu o trabalho de levantar da cama para averiguar o que estava acontecendo, percebi que de fato algo muito estranho estava se sucedendo. 21h é hora de acontecer terremoto, justo no momento que o AXN está exibindo Damages? De qualquer jeito, lembrei imediatamente daquela cena do Jurassic Park, na qual os integrantes dentro do carro presumiram que um dinossauro estava se aproximando quando a água dentro do copo começou a pular e de repente, um tiranossauro rex, fazendo o chão realmente tremer, aparece do nada. Taí uma cena que não me deixa mentir. Antes de pensar em um terremoto bobo, tive justamente a idéia brilhante que minha cidade estava sendo invadida por dinossauros.


O vício

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Written on 15:21 by Ricardo Paes de Barros

Abandonei o blog por uns tempos. Uns dois meses, talvez. Mas como minha amiga resolveu postar no dela (e o post dela novo ficou tão bom, mas tão bom, que até senti uma inveja boa), decidi que era hora de quebrar aquela preguiça de digitar o login do blog e postar qualquer coisa que viesse à cabeça. Como pouca coisa veio após um instante rápido de esforço, vou falar de um certo vício que tenho.
Esses seriados novos que estream na televisão paga são fantásticos, se eu dispusesse de tempo assistiria todos e ainda participaria daqueles fóruns malucos na internet de discussão, mas como tenho um dever para com a escola e para comigo mesmo, não quero gastar tanto tempo na frente da televisão. Costumava ficar duas, três horas assistindo televisão e hoje a carga horária caiu para mais ou menos quarenta e cinco minutos diários (só na quarta que ultrapasso, é dia de American Idol).
Achei que o melhor para evitar de uma vez por todas esse "vício" de acompanhar um seriado episódio por episódio é simplesmente não assistir o primeiro episódio. Assim, não assistindo ao piloto, não conseguiria ver os episódios subseqüentes já que sou meio lerdo para processar a sinopse dos seriados, não acompanho de jeito algum se não assisto o primeiro episódio.
Atualmente, só duas séries acompanho quase que religiosamente: Lost e Damages. E só. Heroes estou desistindo porque não estou entendendo picironga alguma, Cane abandonei porque é uma grande porcaria, Old Christine está de "férias" e Pushing Daisies eu faço download no PC, sendo assim não fico escravo da televisão obedecendo rigidamente àqueles horários impostos pela mesma.
Liberdade, liberdade!
(deixa só eu ter essa coisa maluca de TV Digital, soube que poderei fazer minha própria programação nos canais. Vou fazer a festa, acredite).